Estrias no abdômen: o que a cirurgia plástica pode e não pode fazer

As estrias abdominais estão entre as principais queixas de pacientes que procuram cirurgia plástica. Elas podem surgir após gestações, grandes oscilações de peso ou processos de emagrecimento intenso, como no pós-bariátrico.

Uma dúvida muito comum é: a cirurgia plástica remove as estrias? A resposta exige entendimento sobre o que são as estrias, onde elas estão localizadas e quais são os limites reais da cirurgia.

O que são estrias e por que elas surgem?

As estrias são lesões da pele causadas pelo rompimento das fibras de colágeno e elastina. Elas aparecem quando a pele é submetida a um estiramento intenso e rápido, associado ou não a alterações hormonais.

No abdômen, são muito comuns em:

  • gestações,
  • grandes ganhos ou perdas de peso,
  • pós-cirurgia bariátrica,
  • pessoas com predisposição genética.

Inicialmente, podem ser avermelhadas ou arroxeadas. Com o tempo, tornam-se mais claras e esbranquiçadas.

Estrias e flacidez: qual a relação?

Estrias e flacidez costumam coexistir, mas não são a mesma coisa. Flacidez é excesso de pele e perda de sustentação, enquanto estrias são alterações na qualidade da pele. Por isso, tratar flacidez não significa, automaticamente, tratar todas as estrias — e vice-versa.

O que a cirurgia plástica pode fazer pelas estrias?

A cirurgia plástica não trata estrias diretamente, mas pode melhorar o aspecto delas em situações específicas.

  1. Na abdominoplastia, ocorre a retirada do excesso de pele da região inferior do abdômen, geralmente abaixo do umbigo. Estrias localizadas nessa área podem ser removidas junto com a pele excedente.

Isso significa que:

  • estrias abaixo do umbigo têm maior chance de serem retiradas,
  • estrias acima do umbigo geralmente permanecem, apenas mudando de posição após a cirurgia.

O principal objetivo da abdominoplastia é corrigir flacidez e diástase abdominal, não eliminar estrias — a melhora delas é um benefício secundário possível, mas não garantido.

  1. Pacientes pós-bariátricos costumam apresentar grande excesso de pele, flacidez acentuada e estrias extensas.

Nesses casos, a retirada de grandes áreas de pele pode levar à remoção de parte significativa das estrias, especialmente na região inferior do abdômen. Ainda assim, não é possível remover todas.

O que a cirurgia plástica NÃO pode fazer pelas estrias?

É fundamental alinhar expectativas. A cirurgia plástica:

  • não elimina estrias localizadas acima do umbigo,
  • não “cura” estrias remanescentes,
  • não transforma a qualidade da pele onde as estrias permanecem.

Promessas de eliminação total de estrias não são realistas nem responsáveis.

Expectativa realista: o que o paciente deve entender?

  • melhorar o contorno corporal,
  • remover excesso de pele,
  • corrigir flacidez e diástase,
  • devolver proporção e conforto.

A melhora das estrias é parcial e depende da localização delas. Uma avaliação cuidadosa permite ao cirurgião explicar exatamente:

  • quais estrias podem ser removidas,
  • quais permanecerão,
  • como será o resultado esperado.

Segurança e transparência fazem parte do resultado

Se você tem estrias no abdômen e pensa em realizar uma abdominoplastia ou cirurgia pós-bariátrica, agende uma avaliação. Entender o que é possível — e o que não é — é essencial para uma decisão segura e consciente.