Mastopexia sem Prótese

A mastopexia sem prótese é uma cirurgia plástica destinada ao reposicionamento das mamas (pexia) sem uso de implantes de silicone. É indicada para pacientes com ptose mamária (queda do tecido mamário com a glândula projetada abaixo do sulco) e volume mamário preservado ou suficiente, com decisões técnicas centradas no pedículo de vascularização do complexo aréolo-papilar e no padrão de cicatriz.

Ficha Técnica

Indicação principal Ptose mamária com volume preservado — sem necessidade de implante
Anestesia Geral, conduzida por médico anestesiologista
Duração estimada Aproximadamente 2 a 4 horas
Hospital Hospital de Clínicas de Passo Fundo (HCPF) ou Hospital São Vicente de Paulo (HSVP)
Internação Ambulatorial ou 1 diária
Retorno ao trabalho 14 a 21 dias
Atividade física Mobilização precoce desde os primeiros dias; caminhada como exercício a partir de 15–30 dias; atividade física estruturada após 45–60 dias
Resultado final 6 a 12 meses

Os tempos descritos são faixas típicas. A indicação cirúrgica e o planejamento individual são definidos em consulta presencial. Os resultados variam conforme cada paciente.

O Que é a Mastopexia sem Prótese

A mastopexia sem prótese eleva e remodela as mamas usando exclusivamente o tecido próprio da paciente, sem adição de implantes. A cirurgia é adequada para pacientes que têm tecido mamário suficiente para o resultado estético desejado após o reposicionamento — sem necessidade de aumento de volume.

Em casos selecionados, pode ser combinada com auto-aumento por retalho dérmico-glandular (técnica de Ribeiro) ou com lipoenxertia (transferência de gordura própria captada por lipoaspiração) mamária complementar para refinamento. Quando há volume mamário excessivo associado à ptose, a indicação adequada é a mamoplastia redutora.

Quem é Candidata à Mastopexia sem Prótese

A indicação inclui pacientes com:

  • Ptose mamária com volume preservado — queda das mamas com volume suficiente
  • Sequelas de gestação e lactação com ptose isolada
  • Pseudoptose mamária — glândula caída com complexo aréolo-papilar em posição adequada
  • Assimetria mamária com componente predominantemente posicional

Pacientes com ptose associada à perda significativa de volume podem ter indicação para mastopexia com prótese (ver página).

Tipos e Técnicas de Mastopexia sem Prótese

Pedículo de Vascularização do Complexo Aréolo-Papilar

Os pedículos mais utilizados são superior, inferior, medial, lateral ou central. A escolha depende da anatomia, do volume e da projeção desejada.

Padrão de Cicatriz

Os padrões mais frequentes são em T invertido (clássica), em L (variação com ramo horizontal lateral), vertical (sem ramo horizontal, em casos selecionados) e periareolar (em pexias muito limitadas).

Técnica de Liacyr Ribeiro — Auto-Aumento

A técnica descrita por Liacyr Ribeiro confecciona um retalho dérmico-glandular de pedículo inferior, rotacionado para o polo superior da mama, criando projeção e plenitude na região superior sem uso de implante. É indicada em pacientes com volume mamário suficiente que desejam projeção do polo superior.

Lipoenxertia Mamária Complementar

A transferência autóloga de gordura pode ser associada à mastopexia sem prótese para aumento moderado de volume, refinamento de transições e tratamento de assimetrias remanescentes. A taxa de integração varia tipicamente entre 50% e 70%, e múltiplas sessões podem ser necessárias para aumentos significativos.

Telas Absorvíveis como Reforço de Sustentação

Na mastopexia sem prótese, em que a sustentação depende exclusivamente do tecido próprio da paciente, as telas absorvíveis podem desempenhar papel relevante como reforço estrutural do plano profundo em casos selecionados. Esses biomateriais funcionam como rede interna de sustentação que se integra aos tecidos ao longo do tempo, contribuindo para manter a forma e a posição mamária estabelecidas durante a cirurgia. A indicação é considerada principalmente em revisões cirúrgicas, em pacientes com pele e tecido subcutâneo de qualidade comprometida (por flacidez avançada, variações ponderais significativas, gestações múltiplas ou cirurgias prévias), e quando o auto-aumento por retalho dérmico-glandular se beneficia de reforço adicional para sustentar o polo superior.

As principais opções disponíveis no mercado incluem TIGR® Matrix (malha sintética com absorção progressiva ao longo de aproximadamente três anos — a degradação lenta favorece a substituição gradual por colágeno autólogo, com integração tecidual estável) e GalaFLEX® (P4HB — poly-4-hidroxibutirato, biomaterial sintético com resistência mecânica significativa por 12 a 18 meses, indicado quando se busca reforço estrutural durante o período de remodelação tecidual pós-operatória). A literatura internacional descreve aplicações dessas telas em diferentes cenários de mastopexia, e a escolha do material — quando indicado — considera a anatomia individual da paciente, o grau de ptose, a estratégia cirúrgica adotada (técnica de Ribeiro com auto-aumento, padrão de cicatriz, pedículo de vascularização) e o cenário (cirurgia primária ou revisão). Essa decisão técnica é definida em consulta presencial, individualizada para cada caso.

Como é Feita a Cirurgia em Passo Fundo

A mastopexia sem prótese é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral conduzida por médico anestesiologista, com duração média de 2 a 4 horas. As etapas incluem:

  1. Marcação pré-operatória detalhada com a paciente em pé
  2. Indução anestésica e antibioticoprofilaxia
  3. Incisão conforme padrão escolhido
  4. Isolamento do pedículo de vascularização do complexo aréolo-papilar
  5. Eventual confecção de retalho dérmico-glandular para auto-aumento (técnica de Ribeiro)
  6. Modelagem do tecido mamário com projeção do polo superior
  7. Reposicionamento do complexo aréolo-papilar em posição mais alta
  8. Ressecção de pele excedente
  9. Eventual reforço com tela absorvível
  10. Eventual lipoenxertia complementar
  11. Síntese cuidadosa em planos e curativo modelador

A cirurgia é realizada no HCPF ou HSVP.

Pré-Operatório

O pré-operatório inclui anamnese completa, exame físico mamário com classificação do grau de ptose e avaliação do volume, exames laboratoriais e eletrocardiograma, mamografia e/ou ultrassonografia mamária conforme protocolo, cessação de tabagismo por pelo menos 30 dias antes, e suspensão de antiagregantes plaquetários e anti-inflamatórios entre 7 e 14 dias antes.

Recuperação Semana a Semana

1ª semana — Repouso relativo. Uso contínuo de top compressivo. Curativos conforme orientação.

2ª semana — Retomada gradual de atividades leves.

3ª a 4ª semana — Retorno laboral para trabalho administrativo. Início de caminhadas como atividade física estruturada (em esteira ou ao ar livre). A mobilização precoce dentro de casa, para profilaxia de tromboembolismo, ocorre já desde os primeiros dias.

5ª a 7ª semana — Atividade física moderada sem impacto.

8ª a 12ª semana — Liberação progressiva para musculação e exercícios intensos.

A partir do 3º mês — Resultado estético em definição.

Resultados Esperados

O resultado precoce é visível entre 30 e 60 dias. O resultado intermediário (3 a 6 meses) revela a forma definida. O resultado final estabiliza-se entre 6 e 12 meses, com cicatrizes amadurecidas progressivamente.

Em pacientes com peso estável e sem gestação subsequente, o resultado tende a ser duradouro. Variações ponderais significativas, gestações futuras e o envelhecimento natural podem alterar a posição das mamas ao longo do tempo. Os resultados variam conforme cada paciente.

Riscos e Segurança

Os principais riscos incluem riscos anestésicos, sangramento e hematoma, infecção, alteração de sensibilidade do complexo aréolo-papilar (frequente nas primeiras semanas com recuperação progressiva), comprometimento parcial da capacidade de amamentação, cicatrizes hipertróficas ou queloides em pacientes predispostas, e necrose parcial do complexo aréolo-papilar em casos com pedículo comprometido.

Sobre o Cirurgião

O Dr. Daniel Ribeiro Lopes é cirurgião plástico em Passo Fundo (RS), Membro Especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Título de Especialista em Cirurgia Plástica pela Associação Médica Brasileira (AMB). Concluiu residência em Cirurgia Plástica no Hospital Cristo Redentor — Grupo Hospitalar Conceição (Porto Alegre), instituição credenciada pelo MEC e pela SBCP. CRM-RS 33481 — RQE 34958. Saiba mais sobre a formação e a trajetória.

Perguntas Frequentes

Quando a mastopexia sem prótese é indicada?

Para pacientes com ptose mamária e volume mamário preservado ou suficiente, que não desejam ou não têm indicação para uso de implantes.

O que é a técnica de Liacyr Ribeiro de auto-aumento?

A técnica descrita por Liacyr Ribeiro confecciona um retalho dérmico-glandular de pedículo inferior, rotacionado para o polo superior da mama, criando projeção e plenitude sem uso de implante.

Posso adicionar volume sem prótese?

Sim, em casos selecionados, com lipoenxertia mamária — transferência autóloga de gordura. A taxa de integração varia tipicamente entre 50% e 70%.

Que tipo de cicatriz fica após mastopexia sem prótese?

Os padrões mais frequentes são em T invertido, em L, vertical e periareolar.

Posso amamentar após mastopexia sem prótese?

Em geral, a amamentação após mastopexia sem prótese é possível. As técnicas atuais preservam os ductos lactíferos e a vascularização do complexo aréolo-papilar.

Quanto tempo dura a mastopexia sem prótese?

A duração média é de 2 a 4 horas, conforme técnica e extensão.

Em quanto tempo posso voltar a trabalhar após mastopexia sem prótese?

Pacientes com trabalho administrativo retornam entre o 14º e o 21º dia.

Quando posso voltar a fazer exercícios físicos após mastopexia sem prótese?

Musculação de membros superiores e exercícios intensos a partir de 60 a 90 dias.

As mamas podem cair novamente após a cirurgia?

Em pacientes com peso estável e sem gestação subsequente, o resultado tende a ser duradouro. A durabilidade é favorecida por bons cuidados, peso estável e sustentação adequada.

Quando vejo o resultado final da mastopexia sem prótese?

O resultado final estabiliza-se entre 6 e 12 meses. Os resultados variam conforme cada paciente.

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica presencial.
Dr. Daniel Ribeiro Lopes — Médico — CRM-RS 33481 — Cirurgia Plástica — RQE 34958.